terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Possibilidades


I prefer movies.
I prefer cats.
I prefer the oaks along the Warta.
I prefer Dickens to Dostoyevsky.
I prefer myself liking people
to myself loving mankind.
I prefer keeping a needle and thread on hand, just in case.
I prefer the color green.
I prefer not to maintain
that reason is to blame for everything.
I prefer exceptions.
I prefer to leave early.
I prefer talking to doctors about something else.
I prefer the old fine-lined illustrations.
I prefer the absurdity of writing poems
to the absurdity of not writing poems.
I prefer, where love's concerned, nonspecific anniversaries
that can be celebrated every day.
I prefer moralists
who promise me nothing.
I prefer cunning kindness to the over-trustful kind.
I prefer the earth in civvies.
I prefer conquered to conquering countries.
I prefer having some reservations.
I prefer the hell of chaos to the hell of order.
I prefer Grimms' fairy tales to the newspapers' front pages.
I prefer leaves without flowers to flowers without leaves.
I prefer dogs with uncropped tails.
(...)
I prefer desk drawers.
I prefer many things that I haven't mentioned here
to many things I've also left unsaid.
I prefer zeroes on the loose
to those lined up behind a cipher.
I prefer the time of insects to the time of stars.
I prefer to knock on wood.
I prefer not to ask how much longer and when.
I prefer keeping in mind even the possibility
that existence has its own reason for being.

Possibilities de Wislawa Szymborska

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Lua plena... é hoje!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

...com as castanhas de micro-ondas e a jeropiga branca


...um poema sobre o amor eterno
inventaram um amor eterno. trouxeram-no em braços para o meio das pessoas e ali ficou, à espera que lhe falassem. mas ninguém entendeu a necessidade de sedução. pouco a pouco, as pessoas voltaram a casa convictas de que seria falso alarme, e o amor eterno tombou no chão. não estava desesperado, nada do que é eterno tem pressa, estava só surpreso. um dia, do outro lado da vida, trouxeram um animal de duzentos metros e mil bocas e, por ocupar muito espaço, o amor eterno deslizou para fora da praça. ficou muito discreto, algo sujo. foi como um louco o viu e acreditou nas suas intenções. carregou-o para dentro do seu coração, fugindo no exacto momento em que o animal de duzentos metros e mil bocas se preparava para o devorar 

valter hugo mãe, na contabilidade

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O melhor sentido...













Alice: Quanto tempo dura o que é eterno?
Coelho: Às vezes, apenas um segundo.
Lewis Carrol

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Sold


...and my life is full of sounds and i've got to get them out
mais da Bev Lee

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

90

No coração, talvez, ou diga antes: 
Uma ferida rasgada de navalha, 
Por onde vai a vida, tão mal gasta. 
Na total consciência nos retalha. 
O desejar, o querer, o não bastar, 
Enganada procura da razão 
Que o acaso de sermos justifique, 
Eis o que dói, talvez no coração. 

José Saramago, Os Poemas Possíveis

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O L da E


A Lola pintou a lua
a papoila e o leitão
O Lito saiu à rua
e pulou com o leão





A E abraça-nos porque só assim consegue recitar a lengalenga do L...

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Se eu fosse uma boneca...


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Observações...

Há um deus único e secreto
em cada gato inconcreto
governando um mundo efémero
onde estamos de passagem

Um deus que nos hospeda
nos seus vastos aposentos
de nervos ,ausências,
pressentimentos,
e de longe nos observa
Somos intrusos,bárbaros amigáveis,
e compassivo o deus
permite que o sirvamos
e a ilusão de que o tocamos

Gatos, Manuel António Pina

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Do silêncio...
















Así como del fondo de la música
brota una nota
que mientras vibra crece y se adelgaza
hasta que en otra música enmudece,
brota del fondo del silencio
otro silencio, aguda torre, espada,
y sube y crece y nos suspende
y mientras sube caen
recuerdos, esperanzas,
las pequeñas mentiras y las grandes,
y queremos gritar y en la garganta
se desvanece el grito:
desembocamos al silencio
en donde los silencios enmudecen.

Octavio Paz

domingo, 4 de novembro de 2012

Irresistível, Miguel


e mais sobre castanhas, aqui

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

uma cidade de sinos e pássaros...


Cidades em a A mulher que prendeu a chuva de Teolinda Gersão

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Para os dias cinzentos...



la cúmbia (prendinha de amiga)

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ponto de vista


Onde será isto?

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Tranquilidade...


...com geleia de marmelo, compota de amora...

sábado, 27 de outubro de 2012

Contingências

video

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Hoje é um bom dia...


...para me ofereceres um arco-íris

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

so I close my eyes...

obrigada moiino

domingo, 21 de outubro de 2012

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Impunha-se

Talvez que noutro mundo, noutro livro,
tu não tenhas morrido
e talvez nesse livro não escrito
nem tu nem eu tenhamos existido

e tenham sido outros dois aqueles
que a morte separou e um deles
escreva agora isto como se
acordasse de um sonho que
um outro sonhasse (talvez eu).
E talvez então tu, eu, esta impressão
de estranhidão, de que tudo perdeu
de súbito existência e dimensão,
e peso, e se ausentou,
seja um sonho suspenso que sonhou
alguém que despertou e paira agora
como uma luz, pelo lado de fora.
Luz de Os Livros de Manuel António Pina

Ce que tu as perdu sera dans chaque note que tu joueras


...la vie est un soupir, et c'est de ce soupir dont il doit s'emparer!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Uma voltinha de lambreta



Eu: Gostava muito de ter uma lambreta
Ele: Ah, isso também eu. É a única mota em que eu gostava de circular. Isso é que era
Eu: Imagino-me a viver numa ilha grega circular de lambreta, pescar, mergulhar, cultivar. Vivia numa casa branquinha, seria uma boa vida não seria?
Ele: Bom, sair daqui e ir para a Grécia, não é dos melhores cenários nos tempos que correm… eheheh
Eu: (penso) Fim do sonho...

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

E com a chuva apetece...


para ti que temes o inesperado...

domingo, 14 de outubro de 2012

Das coisas simples






quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Retrato perfeito de hoje...não fosse o canídeo...


Ilustração de sara-a-dias, capa da Le Cool desta semana

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Desconcertante



adj. Que desconcerta, que embaraça, que surpreende. Que perturba, que desorienta...

sábado, 6 de outubro de 2012

Adolescência



quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Não é o corpo que nos prende...



The fase forgives the mirror
The worm forgives the plow
The questions begs the answer
Can you forgive me somehow
Maybe when our story's over
We'll go where it's always spring
The band is playing our song again
And all the world is green

Pretend that you owe me nothing
And all the world is green
We can bring back the old days again
And all the world is green

The moon is yellow silver
Oh the things that summer brings
It's a love you'd kill for
And all the world is green

He is balancing a diamond
On a blade of grass
The dew will settle on our grave(s)
When all the world is green
Excerto de Tema de Tom Waits

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Ainda falta muito para a noite?


Mais uma vez encontro a tua face,
Ó minha noite que julguei perdida.
Mistério das luzes e das sombras
Sobre os caminhos de areia,
Rios de palidez que escorre
Sobre os campos a lua cheia,
Ansioso subir de cada voz
Que na noite clara se desfaz e morre.
Secreto, extasiado murmurar
De mil gestos entre a folhagem
Tristeza das cigarras a cantar.
Ó minha noite, em cada imagem
Reconheço e adoro a tua face,
Tão exaltadamente desejada,
Tão exaltadamente encontrada,
Que a vida há-de passar, sem que ela passe,
Do fundo dos meus olhos onde está gravada.
A Noite de Sophia de Mello Breyner Andresen

Ainda falta muito para a noite?
Perguntava, pela tarde, a velhinha, no jardim
Queria a noite, o tempo certo para dormir. O cansaço pedia o leito, mas o dia não o permitia...




sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Vielas

Tenho ruas no meu peito
caminhadas numa noite
Sombras zombando da forma
Com que desenho o teu nome
Lanço meus gritos sem voz 
Sobre a casta flor pura
Penetro os dedos de amante 
Na noite apenas tua
Mordo singelas palavras 
De romances já perdidos
Desenhos, sonhos, saudades 
Se traduzem em sentidos
Abro o meu peito doente 
Da raiva com que te espero
Dou largas à nostalgia 
Das noites em que te quero


Fado Tenho ruas no meu peito de Maria de Lourdes Carvalho
Imagem recolhida ontem por Lisboa

terça-feira, 25 de setembro de 2012

E eis que o outono se vai instalando



As coisas que nos deslumbraram eram efémeras, breves. E não se pode voltar atrás. 

Uma frase em Dispersos de Al Berto 




domingo, 23 de setembro de 2012

Em fim de verão, ainda...




sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Em fim de Verão


No entardecer dos dias de Verão, às vezes,
Ainda que não haja brisa nenhuma, parece
Que passa, um momento, uma leve brisa…
Mas as árvores permanecem imóveis
Em todas as folhas das suas folhas
E os nossos sentidos tiveram uma ilusão,
Tiveram a ilusão do que lhes agradaria…


Imagem de H. Cartier Bresson e um pedacinho de Alberto Caeiro, no Poema XLI de O Guardador de Rebanhos


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A ti, bruxa da palavra. Mulher

As mulheres voam
como os anjos
Com as suas asas feitas
de cristal de rocha da memória
Disponiveis
para voar
soltas...
Primeiro
lentamente uma por uma
Depois,
iguais aos pássaros
fundas...
Nadando,
juntas
Secreta a rasar o
chão
a rasar a fenda
da lua
no menstruo
por entre a fenda das pernas
Às vezes é o aço
que se prende
na luz
A dobrarmos o espaço?
Bruxas
pomos asas em vassouras
de vento
E voamos

Como as asas
lhe cresciam nas coxas
diziam dela
que era um anjo do mar
Rondo alto,
postas em nudez de ombros
e pernas
perseguindo,
pelos espaços,
lunares
da menstruação
e corpo desavindo
Não somos violência
mas o voo
quando nadamos
de costas pelo vento
até à foz do tempo
no oceano denso
da nossa própria voz
Sabemos distinguir
a dormir
os anjos das rosas voadoras
pelo tacto?
Somos os anjos
do destino
com a alma
pelo avesso
do utero
Voamos a lua
menstruadas
Os homens gritam
- são as bruxas
As mulheres pensam
- são os anjos
As crianças dizem
- são as fadas
Fadas?
filigrama cintilante
de asas volteando
no fundo da vagina
Nadamos?
De costas,
no espaço deste século
Mudar o rumo
e as pernas mais ao
fundo
portas por trás
dobradas pelos rins
Abrindo o ar
com o corpo num só golpe
Soltas,
voando
até chegar ao fim
Dizem-nos
que nos limitemos ao espaço
Mas nós voamos
também
debaixo de água
Nós somos os anjos
deste tempo
Astronautas,
voando na memória
nas galáxias do vento...
Temos um pacto
com aquilo que
voa
- as aves
da poesia
- os anjos
do sexo
- o orgasmo
dos sonhos
Não há nada
que a nossa voz não abra
Nós somos as bruxas da palavra
Maria Teresa Horta, em Anjos mulheres VI

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

:-)




Creio que foi o sorriso, 

o sorriso foi quem abriu a porta. 
Era um sorriso com muita luz 
lá dentro, apetecia 
entrar nele, tirar a roupa, ficar 
nu dentro daquele sorriso. 
Correr, navegar, morrer naquele sorriso


Eugénio de Andrade

sábado, 15 de setembro de 2012

Uns entre muitos


Enquanto há força
No braço que vinga
Que venham ventos
Virar-nos as quilhas
Seremos muitos
Cantai rapazes
Dançai raparigas
E vós altivas
Cantai também
Levanta o braço
Faz dele uma barra
Que venha a brisa
Lavar-nos a cara
Seremos muitos
Seremos alguém
Cantai rapazes
Dançai raparigas
E vós altivas
Cantai também

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

FDPs

Colocar o link, não chegava, impunha-se partilhar este texto de Vasco Mendonça

Aqui que ninguém nos ouve
Acabei de ouvir Miguel Relvas dizer, com o seu já habitual ar de sabujo, que o apoio aos mais desfavorecidos é uma preocupação permanente deste Governo. Perante a impossibilidade de ser ouvido por esta gente, perante esta espécie de surdez desprovida de qualquer noção de civilidade no serviço prestado ao país, vou escrever como se eles não nos estivessem a ouvir.

Que país é este que aceita que um bando de filhos da puta confisque impunemente o resultado do trabalho de milhões de pessoas? Quão insensível é preciso um bando de filhos da puta ser para anunciar ao país uma redução do salário mínimo? Eu sei que muita gente sente já ter assistido a isto antes, mas este não é um bando de filhos da puta qualquer. É uma espécie refinada de filho da puta, tão perigosa pela sua ignorância quanto pela capacidade inesgotável de mandar um país inteiro para o caralho que o foda. Bem sei que é um bando de filhos da puta com maioria absoluta. Infelizmente, demasiados eleitores desconheciam, à data das eleições, que estavam a mandatar um bando de filhos da puta com tão especial vocação para foder o mexilhão. Quiseram acreditar que este não era um bando de filhos da puta. Infelizmente, jamais imaginaram que este viesse a tornar-se o maior bando de filhos da puta que o país já viu no poder, e a mais séria ameaça ao modo de vida de todos os que diplomaticamente têm aceitado a pior forma de governo, salvo todas as outras.

Está ali um bandalho dum funcionário descansado na televisão a dizer-me que as empresas são locais de cooperação entre patrões, empregados e a cona da mãe dele. Amigo: locais de cooperação o caralho que ta foda. Este pulha dum cabrão, que nunca trabalhou numa puta duma empresa na vida, assim como a maioria destes inefáveis cabrões, que eu podia alegar não terem outro nome, não fosse o facto de já os ter apresentado como filhos da puta, mas dizia eu, este filho da puta, bandalho e pulha dum cabrão, sobejamente merecedor de todos os insultos que me forem ocorrendo, diz-me que a empresa é um local de cooperação. As empresas, cabrão desumano, são locais onde as pessoas convivem de forma mais ou menos saudável com um modo de vida/ocupação de tempo que, de forma mais ou menos saudável, aceitam ao longo de parte das suas vidas. Então explica-me lá, ó javali cagado pela arca, em que é que uma empresa é um local de cooperação, e não uma desesperada forma de prisão, quando um bando de filhos da puta destrói qualquer possibilidade de as pessoas terem uma remota esperança de construir algo edificante a que possam chamar vida, esperar que esta subsista, se mantenha e evolua positivamente sem a ajuda, mas especialmente sem a constante sabotagem, de um bando de filhos da puta. Se o referido bando de filhos da puta nos estivesse a ouvir, ouvir-se-ia por esta altura um deles dizer, de forma inacreditavelmente ponderada, dotado da mais fina filha-da-putice - que este bando de filhos da puta confunde com elevação, humanidade, sentido de estado e afins – diria que eu, e vocês todos, passámos estes anos todos a viver acima das possibilidades.

Mas quais anos, meu filho da puta? E quais possibilidades? Trabalho que nem um cão há 6 anos, a tempo inteiro mais as horas todas que não me pagaram, e o número de reduções salariais que tive, impostas por este bando de filhos da puta, é já próximo do número de empregos que tive na minha ainda curta carreira. Comprei um carro em segunda mão, uma mota para poupar no que não podia gastar com o carro, e vou jantar fora e ao cinema. Comprei uns discos, uns livros, fiz meia dúzia de viagens baratas, comprei uns móveis do Ikea e, durante o processo, paguei uma renda e uma catrefada de impostos. Vá lá, tentei ser feliz sem pedir ajuda a ninguém nem ir preso. Aceitei o mais serenamente que pude as regras do jogo, isto é, trabalho, trabalho e trabalho para usufruir do resto e conservar, em doses iguais, a saúde mental e a ambição, a primeira das quais começa a desvanecer-se, como se lê. E, no final de uma semana de 60 horas de trabalho que aceitei de bom grado por considerar justa e saudável a "relação de cooperação" mantida com quem me paga, ligo a rádio e é-me anunciada, por um filho da puta de currículo construído a favores, é-me anunciada a ideia peregrina com que este bando de filhos da puta, sem critério nem humanidade, resolveu premiar um país inteiro, que na sua maioria vive em muito piores condições do que eu.

Reduzir o salário mínimo? Aumentar ainda mais a precariedade de quem trabalha a recibos verdes? Transferir uma soma obscena de dinheiro dos trabalhadores para as empresas num país com clivagens sociais e económicas absolutamente trágicas, numa esperança infundada de que isso promova emprego? Isto já não cabe na cabeça de ninguém, e há um bom motivo para existir hoje uma impensável maioria que vai de António Nogueira Leite a Bagão Félix, passando pelos 4 sem abrigo que contei de casa até ao trabalho, mais as lojas falidas. Não é simbolismo nem retórica nem injustiça poética: isto é a vida, conforme ditada por um bando de filhos da puta, a abater-se sobre um país inteiro, dia após dia, cêntimo após cêntimo, impossibilidade após impossibilidade. Haverá um pingo de decência nestas cabeças? Milhões de vozes manifestam em uníssono a vontade literal de esganar estes filhos da puta, ao mesmo tempo que consideram, infelizes, a hipótese de fugir do seu próprio país, e estes filhos da puta aparentam não sentir nada. Foda-se, reduzir o salário mínimo. Há gente que merece o pior de nós. E é assustador que aí se inclua o Governo do meu país.

Mero exercício teórico...

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Insensatez, o meu aroma...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Feelings...

Sempre senti assim, agora a prova natural

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Apertado assim, colado assim, calado assim



Deliciosamente Vinicius...

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Dança crepuscular




Ontem nas Necessidades

sábado, 1 de setembro de 2012

Once in a blue moon

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Porque é sexta-feira...

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Ditosa ave...















...que me cantas pela manhã.
Estranha visão que me acorda
e de novo me faz sonhar
Se é em bando que te deslocas
Porque vens solitária?
Se é baixo o teu voar
Porque me procuras aqui?
Encantada, serás tu mensageira?

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Momentos...


Pátria pequena, deixa-me dormir,

Um momento que seja,
No teu leito maior, térrea planura
Onde cabe o meu corpo e o meu tormento.
Nesta larga brancura
De restolhos, de cal e solidão,
E ao lado do sereno sofrimento
Dum sobreiro a sangrar,
Pode, talvez, um pobre coração
Bater e ao mesmo tempo descansar...
Miguel Torga, em Insónia Alentejana

sábado, 11 de agosto de 2012

There is no beginning to an end...
















Which I wish to say is this, There is no beginning to an end, But there is a beginning and an end, To beginning.
Why yes of course., Any one can learn that north of course, Is not only north but north as north
Why were they worried, What I wish to say is this., Yes of course.

Gertrude Stein, Stanzas in Meditation

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Chavela, 1919 - 2012



Que difícil tener que olvidar-te
sin que sienta que ya no me quieras
 excerto da letra de El último trago,  de José Alfredo Jiménez

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Porque sim...

sexta-feira, 13 de julho de 2012

À bientôt...


Les vacances de Monsieur Hulot, de Jacques Tati

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Desassossegar - inquietar, perturbar

O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.


Livro do Desassossego, Bernardo Soares

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Dançar por aí







15º Lugar à dança, ontem no MNAA

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Sleep...and wake up with the birds



You can sleep. Sleep in my arms. 
Like a baby bird. 
Like a broom among brooms... 
in a broom closet. 
Like a tiny parrot. 
Like a whistle. 
Like a little song. 
A song sung by a forest... 
within a forest... 
a thousand years ago.


domingo, 1 de julho de 2012

E aos quinze:







- Deixa-te ficar no meu quarto. Gosto de te ter aqui

sábado, 30 de junho de 2012

sexta-feira, 29 de junho de 2012


terça-feira, 26 de junho de 2012

Nefelomancias solitárias



quinta-feira, 21 de junho de 2012

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Almost...

terça-feira, 19 de junho de 2012

Dois anos e um dia... sempre vivo


Escrevemos porque  não queremos morrer. Esta é a razão profunda do acto de escrever
José Saramago em A Provincia, 1993.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Maria Keil 1914-2012



 M. Keil em Os presentes

domingo, 10 de junho de 2012

terça-feira, 5 de junho de 2012

The grass is always greener...


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Flirt


sábado, 2 de junho de 2012

Tarde morrinhenta

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O empurrãozinho nas subidas...










...os bons dias da assistência diária e os cumprimentos como o de hoje:
- Vês, olha a menina na bicicleta. Faz ginástica, poupa e olha como é jeitosa...

terça-feira, 29 de maio de 2012

Panacea

sexta-feira, 25 de maio de 2012

[...] é verdade que as palavras necessitam palavras, por isso se diz Palavra puxa palavra, mas também é certo que Quando um não quer dois não discutem [...], ou então suponhamos que um homem perguntou a uma mulher, Amas-me, e ela se cala, olhando-o apenas, esfíngica e distante, recusando dizer o Não que o destroçará, ou o Sim que os destroçaria, concluamos, pois, que o mundo estaria bem melhor se se contentasse cada um com o que vai dizendo, sem esperar que lhe respondessem, e, mais ainda, sem o pedir nem o desejar.
José Saramago, em História do Cerco de Lisboa

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Pelo Quintal...



segunda-feira, 14 de maio de 2012

Encontro