quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Porque é quase outono...

Dormem os píncaros das montanhas e as ravinas,
os promontórios e as torrentes,
e todas as raças rastejantes que a terra negra alimenta:
as feras das montanhas e a raça das abelhas
e os monstros nas profundezas do mar purpúreo;
dormem as raças das aves de longas asas.

 Nocturno de Álcman, em Poesia Grega. De Álcman a Teócrito, org., trad. e notas de Frederico Lourenço, Lisboa, Cotovia, 2006.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Mmmmm Mmmmmm...



I'll turn the lights low...

terça-feira, 5 de setembro de 2017

shhh...

Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender
Tudo metade
De sentir e de ver…
Não digas nada
Deixa esquecer

Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada…
Mas ali fui feliz
Não digas nada.

Fernando Pessoa, em Cancioneiro

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Digam o que disserem...



[...] deixa cair um lenço, que eu te alcanço em qualquer lugar...[...]

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

E porque sorris assim no interior do meu desassossego?

Acendo a luz assustado.
Fala-me de lucidez.- Conta-me como é que a linha do horizonte
se traçou no teu peito
em que lado da memória escondeste
o mar.
E porque sorris assim no interior do meu desassossego?
Fala-me de lucidez.
Fala-me, para eu adormecer.
Al berto em  Diários, 2013, Assírio & Alvim, p.412

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

My favorite things...

(...)



sexta-feira, 11 de agosto de 2017