Quando aos 7 anos nos dizem:
-Está ali a G e a M, vê lá se não me fazes passar vergonhas.
Isto porque eu cumprimento de forma simpática as suas amiguinhas.
Depois ao portão abraçou-me de paixão despudoradamente...
(...)É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre.(...) Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.
Hoje, só por ser Outono, vou chamar-te meu amor Contra as regras do que somos, vou chamar-te meu amor Hoje só por ser diferente te encontrar É tanto o fado contra nós Mas nem por isso estamos sós E embora fique tanto por contar Hoje, só por ser Outono, vou... Entre dentes, entre a fuga, vou chamar-te meu amor Enquanto não se encontra forma, vou chamar-te meu amor Entre gente que é demais e tão pequena para saber Que é tanto vento a favor Mas tão pouco o espaço para a dor Só pode ficar tudo por contar... Hoje, só por ser Outono, vou... E há flores e há cores e há folhas no chão que podem não voltar... podes não voltar. Mas é eterno em nós e não vai sair... Desce o tempo e a noite vem lembrar que as tuas mãos também já não são de nós para ficar Por ser tanto quanto somos Certo quando vemos Calmo quando queremos Hoje, só por ser Outono, vou...
i will wade out till my thighs are steeped in burning flowers i will take the sun in my mouth and leap into the ripe air alive with closed eyes to dash against darkness in the sleeping curves of my body shall enter fingers of smooth mastery with chasteness of sea-girls will i complete the mystery of my flesh I will rise After a thousand years lipping flowers And set my teeth in the silver of the moon
A vida, é certo, não será um sítio excepcional para as paixões. Nos países humanos, o amor mistura-se muito com palavras equívocas
(...) Os dias são instrumentos que exigem afinação, e o amor tem um ouvido particular, capaz de reconhecer as mais leves variações. Invulneráveis à morte só os mortos e, temporariamente, os que amam. Mas sem falsas expectativas: o melhor lado não é perfeito porque é lado - e um lado tem sempre o lado oposto.
Uma Viagem à Índia, de Gonçalo M. Tavares, cantos III e IX.