sexta-feira, 3 de março de 2017

Psychological mix up

quinta-feira, 2 de março de 2017

Até onde podemos esticar o amor?

Até à pele do outro ou mais longe?
Será possível que atravesse o tempo, o espaço, que voe por cima do deserto jordano e atravesse o Índico e suba o Hindukush e penetre na boca do Vesúvio, será possível que se estenda para lá da vida, que voe pelo cosmos como aqueles cometas solitários que deambulam milhões de anos numa solidão infinita e silenciosa?
Talvez seja isso tudo, e mais ainda, talvez seja possível enfiá-lo numa garrafa e atirá-lo ao mar para que navegue até ao destino, que é a espinha do amor, que é o que o faz mover...
Afonso Cruz em Nem Todas as Baleias Voam

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Recuperar o tempo...

- É curiosa essa sua obsessão com a morte, com o passado, com tudo o que se perde, com tudo o que se vai. Esses museus...o senhor parece a mulher de Lot a olhar para Sodoma, a transformar-se numa estátua de lágrimas.
-De sal.
-De sal, de lágrimas, vai dar ao mesmo. Senhor Dresner, porque vive nessa luta insana contra o tempo?
Afonso Cruz em Nem Todas as Baleias Voam

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Reiterando, para que fique registado para o mundo...

Há momentos na vida em que precisamos de um canalizador, profissão pela qual nutro uma enorme gratidão. É maravilhoso haver gente que goste e perceba de canalizações para, de rabo para o ar, andar de volta de um cano roto enquanto eu me sento no sofá com um romance de Balzac. Esta minha gratidão leva-me até às sábias palavras de Aristóteles quando invoca a natureza intrinsecamente política do ser humano. Ao contrário de um deus ou de um animal, que se bastam a si mesmos, nós fomos feitos para a polis, precisando dos outros para preencher a parte que nos falta.
(...) Uma casa tem de ser bem construída e com todos os componentes a funcionarem bem. Só assim se pode lá viver confortavelmente e sem grandes sobressaltos. Daí também a minha gratidão para com pedreiros, electricistas, afagadores, pintores ou carpinteiros que fazem as suas coisas enquanto eu ando a falar de teorias filosóficas em aulas onde aproveito para falar dos clássicos da literatura que leio no sofá enquanto o canalizador está de rabo para o ar.
Excertos roubados Daqui

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

My heart forgets to beat...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

e de novo Lisboa e de novo nós...












mãos que acariciam...
vielas a horas mortas
l'amore e Lisboa, sempre...