segunda-feira, 21 de março de 2016

Da poesia...


sábado, 19 de março de 2016

Anamneses


segunda-feira, 14 de março de 2016

5...

Nesse verão, o vento despenteou os campos e os barcos
andaram aos gritos sobre as ondas. A beleza excessiva
das crianças arrombou os espelhos; e as raparigas,
surpreendendo a intimidade dos pais, enlouqueceram
nos corredores e foram perder-se, também elas,
na volúpia dos dias. Nas árvores centenárias,
 rebentaram frutos que inflamavam a concha das mãos
e escorregavam para  boca com a pressa dos nomes
proibidos. O sol queimou as páginas do livro
interrompido na violência de um poema e revirou
os cantos do único retrato que resistira à moldura
do tempo. De noite, os rapazes deitam-se à baías
atrás de estrelas; e os amantes, incomodados
com a exiguidade dos quartos, foram fazer amor
nos balneários frios da praia e acordaram nas vozes
um do outro. Já não sei o que disse e o que disseste:

o verão desarrumou os sentimentos.
Maria do Rosário Pedreira

sexta-feira, 11 de março de 2016

Salt in the air, sand in your hair


Li algures esta expressão e de repente estava em contagem decrescente.
9...

quinta-feira, 10 de março de 2016

...um fio de tempo

Em breve partirei de novo
e caminharei por desertos e por desastres
e por leituras exasperadas e citações,
entre palavras, sem ninguém real que me espere e me abra a porta.
O jantar arrefecerá na mesa,
os meus livros desesperarão
e não haverá sentido que os conforte
e o meu nome, se tiver um nome, não me responderá.
E no entanto um fio de tempo ou um fio de sangue,
ou então algo ainda menos palpável,
o que partiu e o que ficou regressando um ao outro
por galerias intermináveis e sonhos desfigurados,
ausentes um do outro, desaparecendo um no outro
como se esgota a água no fundo de um poço.

Talvez de noite 2. de Manuel António Pina

quarta-feira, 2 de março de 2016

Restlessness is me



terça-feira, 1 de março de 2016

O amor deve ser um acto, uma acção...




Tarkovsky dixit