quinta-feira, 10 de março de 2016

...um fio de tempo

Em breve partirei de novo
e caminharei por desertos e por desastres
e por leituras exasperadas e citações,
entre palavras, sem ninguém real que me espere e me abra a porta.
O jantar arrefecerá na mesa,
os meus livros desesperarão
e não haverá sentido que os conforte
e o meu nome, se tiver um nome, não me responderá.
E no entanto um fio de tempo ou um fio de sangue,
ou então algo ainda menos palpável,
o que partiu e o que ficou regressando um ao outro
por galerias intermináveis e sonhos desfigurados,
ausentes um do outro, desaparecendo um no outro
como se esgota a água no fundo de um poço.

Talvez de noite 2. de Manuel António Pina

quarta-feira, 2 de março de 2016

Restlessness is me



terça-feira, 1 de março de 2016

O amor deve ser um acto, uma acção...




Tarkovsky dixit

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

There's a place...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Pode um beijo abrir toda uma vida?

Não quero o primeiro beijo: 
basta-me 
O instante antes do beijo. 

Quero-me 
corpo ante o abismo, 
terra no rasgão do sismo. 

O lábio ardendo 
entre tremor e temor, 
o escurecer da luz 
no desaguar dos corpos: 
o amor 
não tem depois. 

Quero o vulcão 
que na terra não toca: 
o beijo antes de ser boca.

Mia Couto, in Tradutor de Chuvas

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Sometimes...a wind blows


Io non ho bisogno di denaro 
ho bisogno di sentimenti  
di parole  
di parole scelte sapientemente 
di fiori detti pensieri 
di rose dette presenze 
di sogni che abitino gli alberi 
di canzoni che facciano danzare le statue  
di stelle che mormorino  
all'orecchio degli amanti. 
Ho bisogno di poesia  
questa magia che brucia  
la pesantezza delle parole  
che risveglia le emozioni e dà colori nuovi.
Io non ho bisogno di denaro de Alda Merini 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A menina tem saudades...

um beijinho papá